Pequena, porém poderosa, essa palavrinha. Você pode falar, argumentar, contar de tudo, quanto quiser – pode encher um livro inteiro: a palavrinha, quando chega, derruba tudo. De repente, tudo vira ao contrário:
mas...
Veja, por exemplo, esta história:
“Naamã, comandante do exército do rei da Síria, era muito respeitado e honrado pelo seu senhor, pois por meio dele o SENHOR dera vitória à Síria.
Mas
esse grande guerreiro ficou leproso.” ¹
Comandante? Ótimo, mas a lepra não lhe obedecia.
Respeitado? Sem dúvida, desde que à distância, por favor.
Honrado pelo seu Senhor? E o que era isso diante das deformações leprosas?
Mas... acabou-se.
Bem, Naamã viveu há mais de 2.600 anos, e talvez essa história pareça antiga demais para interessar. Vamos então pegar um caso mais recente – tem só uns 2.400 anos. Não sei se faz diferença, mas aí vai:
“Vejam aonde os seus caminhos os levaram. Vocês têm plantado muito, e (ou: mas) colhido pouco.
Vocês comem,
mas
não se fartam.
Bebem,
mas
não se satisfazem.
Aquele que recebe salário, recebe-o para colocá-lo numa bolsa furada. ...
Vocês esperavam muito,
mas
eis que veio pouco.” ²
Agora, francamente, se eu não tivesse informado a idade desse recado de Deus, ele poderia ser de hoje, concorda? Não parece aquilo que experimentamos a todo momento? E se formos além de comida, bebida e dinheiro e pensarmos nos nossos relacionamentos, no trabalho, no entretenimento, em tudo aquilo com que tentamos fazer a vida valer a pena – saturamos nossos dias com não sei quê e depois, à noite, ou nalgum domingo chuvoso, ou mesmo num simples apagão que desliga o computador e nos transforma em aleijados cibernéticos, aquilo tudo vira um
mas...
Parece que ao final sempre falta algo e nos força a mais, mais, mais, mas...
Por isso a Bíblia constata em outro lugar:
“...estávamos escravizados aos princípios elementares do mundo.” ³
“Estávamos”, diz aí. Não estamos mais. Sabe por quê? Porque aqui também segue um “mas”:
“Mas ...
Deus enviou seu Filho ... a fim de redimir os que estavam sob a Lei, para que recebêssemos a adoção de filhos.” 4
Menos x menos = mais, diz a matemática. Um “mas” estragou o que deveria ser bom; outro “mas”, providência do amor de Deus, restabelece tudo.
Porque para quem é filho de Deus, aquelas frustrações da vida são fartamente compensadas, desde que, claro, não façamos como os habitantes de Jerusalém dos quais Jesus lamentou:
“Jerusalém, Jerusalém, ... Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos como a galinha reúne seus pintinhos debaixo das suas asas,
mas
vocês não quiseram!” 5
Pois é.
A propósito, o general Naamã acabou ficando livre da sua lepra porque mais adiante recebeu uma instrução muito simples da parte de Deus, à qual decidiu obedecer (a história inteira está na continuação do texto que citei no começo). Uma instrução tão simples como esta para nós:
(Jesus) “veio para o que era seu,
mas
os seus não o receberam.
Contudo (‘mas!’),
aos que o receberam, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus.” 6
Mas...?
Referências da Bíblia: ¹ 2 Reis 5.1; ² Ageu 1.5b,6,9a; ³ Gálatas 4.3; 4 Gálatas 4.4,5, extrato; 5 Lucas 13.34; 6 João 1.11,12
Roland Körber em parceria com Miguel Herrera
Mensagem divulgada pela primeira vez em 17 de março de 2003
Boa Semana é um trabalho voluntário de envio de mensagens semanais com a finalidade de difundir o amor de Deus. Caso queira recebê-las diretamente, escreva para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ou O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. . Prometemos não usar seu endereço para qualquer outra finalidade.



Travessa Ângelo Piazzeta, 65, bairro Cristo Rei. Veja como chegar no menu "Sobre a Igreja"