Sou profunda e imensamente grato ao meu Deus por ter-me honrado, dando-me participar como pai da formação de dois seres humanos. Ao mesmo tempo em que tremo diante de tanta responsabilidade, meu coração se enche de alegria vendo as pessoas que se tornaram e estão se tornando.
O que neles mais me traz alegria e prazer não é receber presentes, abraços e palavras de carinho, nem receber manifestações de gratidão ou reconhecimento (não que não goste de tudo isso) mas de vê-los vivendo de uma maneira digna que sei que lhes redundará em bem e realização.
Estou escrevendo isto porque foi justamente pensando sobre o assunto que me dei conta de algumas coisas a respeito do meu Criador. Entendi que não é à toa que meu Mestre Jesus me ensinou a chamar o Deus Eterno de Pai, pois se, fraco e falho como sou, me sinto assim em relação a meus filhos, quais não serão as expectativas do Pai do Céu em relação à minha vida?
Uma das passagens da Bíblia que me falam profundamente a respeito do Deus Pai é a parábola “do Filho Pródigo”, que alguém já disse que deveria ser chamada de “Parábola do Pai Amoroso”. É a respeito de um tolo que pensa ser necessário livrar-se da autoridade paterna para poder aproveitar a vida, sai de casa, torra tudo que tem, inclusive a própria dignidade, e se degrada até o fim. Em determinado momento “cai em si” e volta para a casa e autoridade do pai.
Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou. O filho lhe disse: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho’. Mas o pai disse aos seus servos: ‘Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés. Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e alegrar-nos. Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado’. E começaram a festejar o seu regresso. (Lucas 15.20-24)
Há muito tempo a humanidade voltou as costas ao Criador. Achamos que viveríamos melhor livres de sua autoridade. Mas o resultado é bem visível: degradamo-nos como raça até as últimas conseqüências – basta ler os jornais.
A boa notícia é que Deus não é um ser carrancudo lá no céu só olhando para ver se merecemos alguma coisa, mas o Pai amoroso que nos quer de volta e festeja quando nos vê vivendo de forma digna. E para viver de forma digna, é preciso estar sob sua autoridade. E a única porta de volta à casa e autoridade do Deus Eterno é por meio de Jesus Cristo.
Ele não nos deseja sob sua autoridade para seu próprio bem, mas para o nosso. As portas continuam abertas, e o Pai continua esperando quem quiser voltar para ele. A oportunidade continua aberta por meio de Jesus Cristo.
Aproveitamos a ocasião para saudar hoje todos os pais e desejar-lhes sabedoria vinda do próprio Deus para cumprirem com fidelidade sua missão.
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